quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

O "bom colesterol" e o "mau colesterol"


O colesterol é um só. HDL e LDL são lipoproteínas que transportam o colesterol no sangue. HDL é a sigla inglesa para a lipoproteína de alta densidade (high density lipoprotein), chamado "bom colesterol" porque ajuda a tirar o colesterol da corrente sanguínea. o LDL é a sigla inglesa para a lipoproteína de baixa densidade (low density lipoprotein), também denominada de "mau colesterol" porque o seu acúmulo nos vasos sanguíneos provocam as placas de ateroma e a aterosclerose, responsáveis pelos AVCs e infartos de miocárdio.

Lipídios: construção e reserva de energia





Os lipídios são substâncias muito abundantes em animais e vegetais. Compreendem os óleos, as gorduras, as ceras, os lipídios compostos (fosfolipídios, por exemplo) e, finalmente, o colesterol, que, apesar de estruturalmente diferente dos outros lipídios, ainda assim são considerados lipídios. Veja a tabela a seguir:

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

BOMBAS DE SÓDIO E DE POTÁSSIO


O bombeamento de sódio para fora e o de potássio para dentro da célula é realizado por uma proteína transportadora, com gasto de energia.

AFINAL, O QUE É ECOLOGIA?



A Ecologia costuma ser definida como "a parte da Biologia que se ocupa das relações dos seres vivos entre si e deles com os demais componentes do ambiente (abióticos)". Muito frequentemente concordamos com essa definição, sem perceber a necessidade de discutir m outro termo aí presente: ambiente. E o que é ambiente? Uma definição possível, de acordo com alguns dicionários, é: "complexo formado por fatores físicos, químicos e bióticos (tais como o clima, o solo e os seres vivos) que atuam sobre um organismo ou sobre uma comunidade ecológica e, em última análise, determinam sua forma e sua sobrevivência".


A Ecologia estuda, fundamentalmente, os níveis acima do nível de organismo, preocupando-se com as relações dos seres vivos entre si e com o ambiente que os cerca.


Ao pé da letra, a palavra ecologia significa "o estudo da casa" - em grego, oikos significa "casa" e logos quer dizer "estudo". A ecologia, que envolve vários ramos do conhecimento científico, compreende a fisiologia dos seres vivos, seu comportamento, sua genética e sua evolução biológica. Além disso, lida também com conceitos de Física e Química aplicados à luz, à água, ao ar e ao solo, enfim, aos fatores não vivos do meio. Muito mais do que isso, a Ecologia trata do estudo das inter-relações entre esses fatores.

OS PRIMEIROS SERES VIVOS

Autótrofos ou heterótrofos? Quem apareceu primeiro?

Enquanto a hipótese autotrófica postula que os primeiros organismos eram autótrofos e, portanto, fabricavam seu próprio alimento, a hipótese heterotrófica defende que os organismos iniciais eram heterótrofos e precisavam retirar seu alimento dos coacervados que eram abundantes nos mares primitivos.

A hipótese heterotrófica foi a mais aceita até há poucos anos. O argumento a favor dessa hipótese era que o equipamento bioquímico de um autótrofo fotossintetizante atual é muito mais complexo do que o de um heterótrofo. Era mais provável que os primeiros organismos tivessem sido muito simples e não complexos.

No entanto, há pouco tempo foram descobertas bactérias litoautotróficas quimiossintetizantes que vivem em rochas basálticas profundas que armazenam água. No interior da rocha ocorre uma reação espontânea entre a água e os silicatos do basalto, liberando hidrogênio, que as bactérias combinam ao gás carbônico dissolvido na água, fabricando metano e liberando energia que é utilizada por essas bactérias para produzir alimento orgânico.

Uma outra possibilidade para o surgimento dos primeiros seres vivos é que tenha ocorrido ao redor de fontes hidrotermais submarinas. Essas fontes são afloramento de água quente em meio às águas geladas e escuras do fundo oceânico. Em certos locais do fundo oceânico, ocorrem fissura por onde a água se infiltra. Ao se aprofundar recebe calor do magma e sofre um aumento de temperatura. Ganhando pressão, essa água volta à subir, carregando agora uma grande quantidade de sulfetos que foram desprendidos das rochas pelas quais a água passou. Ao entrar novamente em contato com a água do mar, ocorre um choque térmico, formando um precipitado de cor escura semelhante à fumaça desprendida pelas chaminés de uma fábrica.

Bactérias autotróficas quimiossintetizantes (quimioautotróficas) oxidam os sulfetos em uma reação que libera grande quantidade de energia. Essa energia é então usada para a produção de alimento orgânico, utilizando o gás carbônico como fonte de carbono.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

composição química dos seres vivos

As células são constituídas por cerca de trinta tipos de elementos químicos que estão presentes em diferentes proporções nos organismos. O carbono (C), o hidrogênio (H), o oxigênio (O) e o nitrogênio (N) encontram-se em maiores quantidades, enquanto que outros, como o sódio (Na), o potássio (K), o magnésio (Mg), o cálcio (Ca), o manganês (Mn) e o Ferro (Fe) estão presentes em menores quantidades.


MOLÉCULAS QUE COMPÕEM OS SERES VIVOS

Moléculas se formam quanto os átomos dos elementos químicos se unem através de ligações químicas. As moléculas que formam os seres vivos podem ser inorgânicas ou orgânicas.

Moléculas inorgânicas - são moléculas simples com peso molecular relativamente baixo, como a água (H20), o gás oxigênio (O2), o gás carbônico (CO2) e os sais minerais.

Moléculas orgânicas - são moléculas mais complexas, com peso molecular relativamente alto, formadas por cadeias de carbono ligadas entre si. os carboidratos, os lipídios, as proteínas e os ácidos nucleicos são exemplos de moléculas orgânicas encontradas nos seres vivos.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Animação sobre bombas de sódio e potássio


BOMBAS DE SÓDIO E DE POTÁSSIO

O bombeamento de sódio para fora e o de potássio para dentro da célula é um processo de transporte ativo realizado por uma proteína transportadora. Esse processo só ocorre em células vivas pois exige gasto de ATP, uma vez que ocorre contra o gradiente de concentração, isto é, do meio menos concentrado de solutos para o meio mais concentrado.
No interior das hemácias (glóbulos vermelhos), há uma concentração de íons sódio (Na+) muito menor do que a concentração desse íon no plasma sanguíneo, pois o Naé constantemente bombeado para fora das hemácias. Em relação aos íons potássio (K+) ocorre o contrário: a concentração desse íons é sempre maior no interior das hemácias e mesmo tendendo a sair por difusão, o K+entra ativamente na célula sanguínea.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

1. Métodos Mecânicos ou de barreira



  • Camisinha masculina ou condom - atua como uma “luva” que se veste sobre o pênis ereto e serve para reter a ejaculação. Se bem usado pode ser um bom método anticoncepcional, além de diminuir o risco de contágio de algumas DSTs, inclusive a AIDS.

  • Camisinha feminina ou femidom - dispositivo feito de polipropileno e que parece um pequeno saco, com um aro na borda e outro solto no fundo. Deve ser introduzido na vagina, deixando o aro da borda para fora. Também protege contra DSTs.

  • Diafragma vaginal - cúpula de látex ou silicone com um aro elástico na borda, que se coloca dentro da vagina, formando uma barreira que bloqueia a passagem dos espermatozoides.

  • Espermicidas - várias substâncias químicas podem agir bloqueando a atividade dos espermatozoides. Podem ser usados na forma de geleias, espumas ou comprimidos que se aplicam na vagina antes da relação sexual.
2. DIU - Dispositivo Intra Uterino - É um dispositivo de plástico ou metal aplicado pelo médico no interior do útero. Provoca uma hostilidade no interior do útero, o que impede a fecundação.


3. Métodos hormonais - São feitos a partir de hormônios femininos, em doses adequadas, que agem impedindo a ovulação. São os mais eficientes métodos anticoncepcionais reversíveis que existem.




  • Pílula anticoncepcional tipo mais conhecido, se apresenta sob a forma de comprimidos.

  • Injetáveis - existem várias formulações, tanto para uso mensal, como para uso trimestral. Seu efeito é muito semelhante ao da pílula.

  • Implantes subcutâneosimplantado sob a pele, tem que ser aplicado e retirado por um médico, por meio de um pequeno procedimento cirúrgico é um método de longa duração.

  • Adesivos - são colados sobre a pele em locais pouco visíveis, devem ser trocados uma vez por semana.

4 . Métodos cirúrgicos ou irreversíveisSão métodos que tornam as pessoas definitivamente estéreis. Indicados apenas para pessoas com mais de 25 anos e com pelos menos dois filhos.


  • Laqueadura tubária ou ligaduraé um procedimento cirúrgico que se interrompe a permeabilidade das tubas uterinas, não havendo mais passagem do óvulo.

  • Vasectomiacirurgia em que se secciona o duto deferente, interrompendo o caminho que seria percorrido pelos espermatozoides.

5. Métodos comportamentais - São os menos eficazes e devem ser usados apenas em associação com outros métodos.

  • Coito interrompido - se o homem souber controlar o momento da ejaculação, pode remover o pênis da vagina pouco antes de ejacular.


  • Abstinência periódica (tabelinha)A mulher pode identificar a época da sua ovulação e, assim, adotar métodos para evitar a gravidez.
  • Método do muco vaginal - baseia-se na observação da secreção de muco vaginal. A mulher pode observar o aumento progressivo do muco, que atinge o seu pico durante a ovulação, no qual fica grudento. A mulher deve evitar relações durante esse período.

CARACTERIZAÇÃO DOS ANIMAIS

Os animais (ou metazoários) são organismos eucariontes, pluricelulares, heterótrofos e que se desenvolvem a partir de uma massa multicelular denominada blástula.


Análises taxonômicas mais recentes reconhecem a existência de 35 a 40 filos no Reino Animal. Estudaremos apenas os 9 filos de animais mais conhecidos pela maioria das pessoas.

CARACTERÍSTICAS ANATÔMICAS DOS ANIMAIS
  1. SIMETRIA: Os animais podem apresentar dois tipos de simetria:
  • Radial – vários planos longitudinais (no sentido do comprimento), que passam pelo centro, dividem o animal em partes idênticas.
  • Bilateral – um único plano que divide o animal em duas partes simétricas, equivalentes.

  • SEGMENTAÇÃO: Nos animais de simetria bilateral, o corpo pode ter partes mais ou menos semelhantes, que se repetem em toda a sua extensão: são os segmentos ou metâmeros.

3.       CARACTERÍSTICAS EMBRIOLÓGICAS: a embriologia é o estudo do desenvolvimento embrionário que tem início com o zigoto. É caracterizado por uma rápida sequência de mitoses e diferenciação celular em tecidos e órgãos. As características embriológicas são critérios importantes para a classificação dos animais.

Após a formação do ovo, inicia-se a segmentação, que é a série de divisões mitóticas do zigoto, resultando na formação de um grupo maciço de células, a mórula.

Após certo número de mitoses, a mórula aumenta de volume, pois suas células afastam-se e formam uma cavidade interna, a blastocele. Neste estágio, fala-se em blástula.

Na gastrulação por invaginação, os macrômeros acabam se colando internamente à camada de micrômeros, extinguindo a blastocele e dando origem a uma nova cavidade interna: o arquêntero, futuro tubo digestório, que se comunica com o exterior por um poro, o blastóporo.

O blastóporo poderá originar tanto a boca, como o ânus do futuro animal. Se o blastóporo formar a boca, o animal é chamado protostômio. Se formar o ânus o animal é chamado deuterostômio.

4.       FOLHETOS EMBRIONÁRIOS: São os primeiros tecidos que se formam no início do desenvolvimento embrionário. Estes, por diferenciação, dão origem a todos os tecidos do animal adulto.

Quanto ao número de folhetos embrionários, os animais podem ser:

·         Diblásticos (ou diploblásticos) – são os animais que possuem apenas dois folhetos germinativos: ectoderme e endoderme, ou

·         Triblásticos (ou triploblásticos) – são animais que apresentam três folhetos germinativos: ectoderme, mesoderme e endoderme.

5.       CELOMA: Na maioria dos filos animais surge entre os dois folhetos da mesoderme uma cavidade geral do corpo, chamada celoma.

Quanto à presença do celoma, os animais podem ser classificados em:
·         Acelomados – quando não há celoma;

·         Pseudocelomados – quando há uma cavidade, porém não forrada pela mesoderme;

·         Celomados – animais cuja cavidade é delimitada pela mesoderme.