segunda-feira, 19 de agosto de 2013

CARACTERÍSTICAS GERAIS E EMBRIONÁRIAS DOS ANIMAIS



O reino Animalia possui cerca de 35 filos com cerca de um milhão de espécies classificadas, porém, acredita-se que haja entre 3 e 30 milhões de espécies de animais ainda por serem  catalogados. É formado por organismos eucarióticos, multicelulares e heterótrofos por ingestão. A presença de tecidos nervoso e muscular também é exclusivo dos animais, embora nem todos os tenham. 

Alguns filos animais realizam a reprodução assexuada. Poríferos e cnidário, por exemplo, podem se reproduzir por brotamento. Porém, a reprodução sexuada é o padrão geral e está presente em todos os filos do reino Animalia. Esses organismos possuem gametas haplóides (espermatozóides e óvulos) que se fundem para gerar um ovo ou zigoto diploide. 


O desenvolvimento do zigoto dá origem à blástula, uma bola oca de células, também uma exclusividade do reino Animalia, ausente apenas nos poríferos. Essa característica é uma evidência da origem monofilética do grupo. A partir do desenvolvimento da blástula forma-se a gástrula. Nessa fase ocorre a diferenciação dos tecidos embrionários básicos ou folhetos germinativos. Poríferos não formam folhetos germinativos. Cnidários formam apenas dois folhetos germinativos: ectoderma e endoderma. Os demais filos formam três folhetos germinativos: ectoderma, mesoderma e endoderma. O endoderma reveste a cavidade interna da gástrula, denominada arquêntero. Este possui uma abertura de comunicação com o meio externo denominada blastóporo. Nos equinodermos e cordados, o blastóporo dará origem ao ânus e são por isso chamados de deuterostômios. Nos demais filos de animais, o blastóporo dará origem à boca, sendo chamados protostômios. 

Os animais triblásticos podem ser acelomados, quando o mesoderma preenche todo o espaço entre a ectoderme e a endoderme; pseudocelomados, quando o mesoderme está aderido à ectoderme, deixando um espaço, denominado pseudoceloma, entre ele e a endoderme; celomados, quando a cavidade celomática é totalmente preenchida pela mesoderme. Platelmintos são acelomados, nematódeos são pseudocelomados e os demais grupos de animais triblásticos (anelídeos, artrópodes, moluscos, equinodermos e cordados) são celomados. O celoma pode se formar a partir de fendas que surgem nos blocos de mesoderma (formação esquizocélica) ou a partir de evaginações do teto do arquêntero, formando bolsas mesodérmicas entre a ectoderme e a endoderme (formação enterocélica).  


CARACTERÍSTICAS EMBRIONÁRIAS PRESENTES NOS PRINCIPAIS FILOS ANIMAIS
Nº de folhetos germinativos
Presença de cavidade corporal
Origem do celoma
Destino do blastóporo
Filo
Diblático
-
-
-
Cnidária
Triploblásticos
Acelomado
-
-
Platyhelminthes
Pseudocelomado
-
-
Nematoda
Celomado
Esquizocelomado
Protostômios
Mollusca
Annelida
Arthropoda
Enterocelomado
Deuterostômios
Echinodermata
Chordata

sábado, 17 de agosto de 2013

ORIGEM DOS ANIMAIS



Os animais devem ter surgido na era pré-Cambriana, há cerca de 700 milhões de anos, provavelmente derivados dos mesmos ancestrais protistas flagelados heterótrofos que deram origem aos fungos. Os registros fósseis mostram que os animais se diversificaram muito rapidamente, de modo que no início do Cambriano, entre 545 e 525 milhões de anos atrás, já existiam todos os grupos animais que conhecemos até hoje, além de muitos outros que foram extintos. Esse evento de diversificação do reino animal é conhecido como “explosão do Cambriano”.


Em decorrência dessa rápida diversificação, do fato de nem todos os grupos animais se fossilizarem, e dos fossilizados, nem todos terem sido encontrados, a construção da filogenia dos animais baseada apenas em evidências fósseis, se torna uma tarefa muito difícil. Dessa forma, para se construir a árvore filogenética dos animais, e propor hipóteses sobre as suas  relações evolutivas, além das evidências fósseis, os zoólogos utilizam dados moleculares e dados sobre a anatomia e embriologia comparadas.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O CICLO CELULAR



O ciclo celular pode ser dividido em dois períodos: a intérfase e a mitose.
 
1. Intérfase

É o período em que a célula não está se dividindo. Ocorre em três fases: G1, S e G2.

  • G1 – G deriva da palavra inglesa gap, que significa intervalo. Nessa fase não ocorre atividades relacionadas com a divisão celular e a célula realiza as atividades relacionadas à manutenção do corpo. Antecede a duplicação do DNA.

  • S – fase em que ocorre a duplicação dos cromossomos. S deriva da palavra inglesa  synthesis, referindo-se à síntese de DNA que ocorre nessa fase.

  • G2 – fase que sucede a duplicação cromossômica e antecede a mitose.

2. Mitose

Embora a mitose seja contínua, costuma-se dividi-la em quatro fases: prófase, metáfase, anáfase e telófase. A separação final das duas células é chamada citocinese.



Prófase - Constitui o início da mitose. Durante a prófase ocorre a desorganização e o consequente desaparecimento da carioteca e do núcléolo. Os centríolos são duplicados e cada par inicia a migração para pólos opostos da célula. Ao redor deles surgem fibras protéicas que constituem o áster. Entre os centríolos, que se afastam, surgem as fibras protéicas do fuso mitótico. Algumas delas, as fibras contínuas, estendem-se de um centríolo a outro; as fibras cromossômicas ligam-se aos cromossomos.

Na prófase, os cromossomos, já duplicados desde a intérfase, passam por um processo contínuo de condensação, que começa a torná-los visíveis ao microscópio óptico. Cada cromossomo duplicado é então constituído por duas cromátides. As cromátides de um mesmo cromossomo acham-se ligadas pelo centrômero e são chamadas de cromátides-irmãs.


Metáfase - Nessa fase, os cromossomos atingem o estado máximo de condensação, tornando-se bem visíveis e dispondo-se na placa equatorial da célula.

No final da metáfase ocorre a duplicação dos centrômeros. Esse fato acarreta a separação das cromátides-irmãs, que passam, então, a constituir cromossomos-filhos.


Anáfase - Após a duplicação dos centrômeros, as cromátides-irmãs se separam e cada cromossomo-filho que delas se origina migra para um dos pólos da célula. Essa migração deve-se ao encurtamento das fibras do fuso que ligam os centríolos aos centrômeros. A anáfase termina quando os cromossomos-filhos chegam aos pólos.


Telófase - Nessa fase, os cromossomos, já situados nos pólos celulares, descondensam-se. A carioteca reorganiza-se em torno de cada conjunto cromossômico, o que determina a formação de dois novos núcleos, um em cada pólo da célula. Os nucléolos também se reconstituem.

A telófase abrange uma série de eventos praticamente opostos àqueles que ocorreram na prófase. No final da telófase completa-se a cariocinese, isto é, a divisão nuclear, com a consequente formação de dois novos núcleos. Após a cariocinese, inicia-se a citocinese, ou seja, a separação do citoplasma em duas regiões, o que acarreta a formação de duas novas células-filhas.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

POLUIÇÃO AMBIENTAL



Poluição ambiental – toda e qualquer contaminação do ar, da água ou do solo por quantidades indesejáveis de matéria ou de energia, prejudicando a vida.
A poluição do ar pode ser causada por energia ou por liberação de matéria no ambiente.

              1) POLUIÇÃO SONORA

A curto e médio prazo provoca nas pessoas irritação, alteração do comportamento; a longo prazo provoca diminuição da audição e até surdez. É causada por barulho ou alto volume de aparelhos de som  ou outros aparelhos e máquinas.

2 - POLUIÇÃO TÉRMICA 

 aumento da temperatura da água, provocando alteração no meio. Deve-se principalmente à ação de usinas elétricas e nucleares, durante o processo de resfriamento de suas turbinas e reatores. A poluição térmica desloca a temperatura do meio interferindo no sucesso de cada espécie em relação às demais. Com isso, as abundâncias das diversas populações da comunidade se alteram caracterizando o desequilíbrio ecológico. Em casos mais graves pode ocorrer a extinção de populações.
     
3 – POLUIÇÃO DO AR 

     A poluição do ar pode ser causada pelo:
  • Aumento da quantidade de gás carbônico – liberado durante a queima de combustíveis, acentua o efeito estufa causando o aquecimento global.
  • Monóxido de carbono (CO) - é liberado durante a combustão incompleta,  é um gás inodoro e extremamente perigoso, pois ao ser inalado, passa para o sangue e associa-se à hemoglobina, impedindo o transporte de oxigênio , podendo levar à morte por asfixia.
  • Ozônio (03) e nitrato peroxiacetílico (PAN) – Produzidos a partir da queima incompleta de alguns combustíveis, provocam nos seres humanos desconforto respiratório e irritação nos olhos seguida de lacrimejamento.
  • Dióxido de enxofre (SO2) e dióxido de nitrogênio (NO2) – gases produzidos pela queima de óleo diesel e de carvão mineral, causam distúrbios respiratórios  no ser humano, como bronquite e asma. Reagem com o vapor d’água da atmosfera, originando, respectivamente, ácido sulfúrico e ácido nítrico, que caem na superfície sob forma de chuva ácida. Além de destruir monumentos, mármore, grades metálicas e carrocerias de carro, essa chuva provoca acidentes ecológicos graves: destrói a vegetação e contamina o solo e a água.
  • Partículas sólidas em suspensão no ar – podem impedir as correntes de convecção, provocando a inversão térmica, caracterizada pela presença de uma massa de ar quente onde normalmente a atmosfera é fria, aprisionando grande quantidade de poluentes do ar, tornando a atmosfera próxima ao solo densa, escura e imprópria à vida normal e saudável.

terça-feira, 22 de maio de 2012

VÍDEO: "VEJA COMO OS ALIMENTOS SE DETERIORAM"

Estou postando esse vídeo para subsidiar minhas aulas sobre bactérias com os terceiros anos e também minhas aulas sobre decompositores com os primeiros anos de ensino médio. Esse ilustra a ação dos  decompositoras sobre nossos alimentos.

CITOESQUELETO

Responsável pela forma e pela sustentação das células eucarióticas, pela ciclose (movimento cíclico das organelas no citoplasma) e pela formação dos pseudópodes (permitem a fagocitose e o movimento ameboide em determinados tipos celulares e organismos unicelulares), o citoesqueleto também forma os fusos mitóticos, fibras responsáveis pela orientação e deslocamento das cromátides na mitose e na meiose.
O citoesqueleto é composto por três tipos de filamentos proteicos: microtúbulos, microfilamentos e filamentos intermediários.

a) Microtúbulos: formados por tubulina, uma proteína globular, que se organizam formando finos tubos com cerca de 25 nanômetros de diâmetro, todos partindo de um centro organizador denominado centrossomo, os microtúbulos exercem várias funções nas células eucarióticas, entre elas, formar os centríolos e os fusos mitótico e meiótico que orientarão o deslocamento dos cromossomos durante a divisão celular; formar cílios e flagelos e dar suporte estrutural à célula.

b) Microfilamentos: são fibras finíssimas (cerca de 7 nanômetros) formadas por actina, uma proteína globular que, juntamente com a miosina, formam as fibras contráteis das células musculares esqueléticas. Concentram-se próximos à membrana plasmática e dão suporte para as microvilosidades, permitem a movimentação das organelas dentro do citoplasma, bem como a formação dos pseudópodes. Agem na citocinese da divisão celular separando as duas células resultantes desse processo.

c) Filamentos intermediários: 
São formados por queratina e outras proteínas fibrosas. A queratina está presente nos filamentos intermediários de células epiteliais conferindo proteção mecânica, resistência, elasticidade e impedindo a desidratação excessiva desse tecido, bem como formando as unhas e os cabelos. Os filamentos intermediários participam também de junções entre células.

terça-feira, 15 de maio de 2012

FATORES QUE INFLUENCIAM A SUCESSÃO ECOLÓGICA

Durante uma sucessão, vários fatores abióticos e bióticos podem ser responsáveis por uma mudança na composição das espécies. Entre os fatores abióticos podemos destacar a disponibilidade de luz, de água, sais minerais, tipo de solo, temperatura, umidade do ar, acidez do solo. São fatores bióticos que podem afetar a composição das espécies durante uma sucessão: herbivoria, inibição, facilitação, competição pelo espaço, pela luz ou por nutrientes. Em um campo abandonado, a vegetação pioneira comumente é representada pelas gramíneas, plantas que possuem ampla faixa de tolerância a diversos fatores limitantes, além de alta produção primária. As raízes das gramíneas protegem o solo contra a erosão causada pelos ventos e pelas chuvas, além disso, a presença das gramíneas enriquece de humo e permite a manutenção da umidade do solo. Ao poucos os fatores limitantes são alterados, favorecendo o aparecimento de espécies herbáceas e arbustivas e por sua vez, inibindo as gramíneas. Essas espécies proporcionam um maior sombreamento na área, e como conseqüência o aumento da umidade e a diminuição da temperatura. Essas condições facilitam o aparecimento de espécies arbóreas, constituindo a etapa final da sucessão, pois leva à formação de uma comunidade clímax. À medida que as populações vegetais vão se sucedendo, há também uma mudança na composição das espécies animais.