quinta-feira, 6 de novembro de 2008

AS PRIMEIRAS FORMAS DE VIDA NA TERRA - HIPÓTESE HETEROTRÓFICA

Como os primeiros seres vivos surgiram na Terra? Na tentativa de responder a esta pergunta, surgiram várias hipóteses. A hipótese mais aceita atualmente que tenta explicar como os primeiros seres vivos surgiram na Terra é a hipótese heterotrófica, que supõe que os primeiros seres teriam sido heterótrofos, seriam relativamente simples e teriam surgido através de uma lenta evolução da matéria inanimada, sob as condições especiais da Terra primitiva.

Em 1953, Stanley Miller, na época um estudante ainda, construiu um aparelho em que juntou metano, amônia, hidrogênio e vapor de água, tentando reconstituir as condições da atmosfera primitiva da Terra. Submeteu todos esses gases a descargas elétricas de alta intensidade, simulando os raios das tempestades que deveriam ser extremamente frequentes na época da formação do planeta. Após alguns dias, observou a formação de uma borra no fundo do aparelho, indicando o acúmulo de substâncias orgânicas e após análise verificou a presença de vários aminoácidos, as unidades que formam as proteínas.
Em 1957, Fox, baseando-se nos experimentos de Miller, conseguiu sintetizar proteínas. E, posteriormente, Calvin, bombardeando os gases primitivos com radiações altamente energéticas, obteve, entre outros compostos, carboidratos.
Todos esses experimentos demonstraram a possibilidade de formação de compostos orgânicos antes do surgimento da vida na Terra.
Após formados na atmosfera, esses compostos orgânicos devem ter se precipitado para os mares primitivos. Dessa maneira, lenta e gradual, os mares primitivos foram ficando cada vez mais concentrados de substâncias orgânicas e inorgânicas, transformando-se numa espécie de "sopa química". Como a maioria das moléculas orgânicas são insolúveis em água, formam nesse solvente pequenos aglomerados que podem flutuar ou sedimentar-se no fundo. Esses aglomerados coloidais foram observados por Oparin, que os denominou coacervados. Quando proteínas são colocadas em água, a ionização dos grupos ácido e amina dos aminoácidos atraem outras moléculas, inclusive moléculas de água, que se organizam ao redor da proteína, envolvendo-a, constituindo uma película isolante que separa o aglomerado proteico do solvente, formando um sistema químico, bem diferente do meio externo.
Os coacervados poderiam ter se difundido nos mares primitivos, e ao longo dos milênios, englobado substâncias orgânicas e inorgânicas, dando condições para o surgimento de sistemas cada vez mais complexos em seu interior.
Para continuar realizando as inúmeras reações químicas que deveriam ocorrer no seu interior, os coacervados precisariam de uma fonte de energia, que deveria vir da fermentação de carboidratos, obtidos na "sopa orgânica" dos mares primitivos. Certas proteínas do interior dos coacervados poderiam atuar como enzimas no processo fermentativo.
De alguma forma, ainda desconhecida pela ciência, surgiram os primeiros nucleotídeos, que se organizaram formando os primeiros ácidos nucleicos. Aí, então, os coacervados passaram a ter um "centro de comando". Tornaram-se sistemas auto-suficientes, capazes de auto-regulação e autoduplicação, constituindo as primeiras formas de vida, ainda que muito rudimentares, a viver na Terra.

5 comentários:

Flavinha disse...

Nooosaaaa.. Mto boa a materia.... Me ajudou bastante para a confecção do meu trabalho sobre origens da vida... Tbm estou cursando Licenciatura em Ciencias Biológicas..hehe.. Um abração.. T+++

Fernando Brasci (Prof. Nandão) disse...

Valeu Flavinha!

Anônimo disse...

muito boa sua postagem, esta me ajudando um bocado com o meu trabalho, valeu

Anônimo disse...

maravilhosa è a sua postagem,esta me ajudando muitomesmo,muito obrigado

Anônimo disse...

vlw , ajudo bastante no meu trabalho de origem da vida
abraço e continua aprendendo