segunda-feira, 25 de outubro de 2010

UMA VISÃO GERAL DO DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO

O desenvolvimento embrionário pode ser dividido em três etapas principais: segmentação, gastrulação e organogênese.

A fase de segmentação (ou clivagem) é o período que vai desde a primeira divisão do zigoto até a blástula, um aglomerado de células com uma cavidade interna, a blastocela.

A gastrulação é a fase em que as células embrionárias, continuando a se multiplicar, se organizam, formando a gástrula, estrutura que apresenta um primeiro "projeto" do tubo digestório. Essa fase é marcada também pela diferenciação dos três folhetos germinativos: ectoderma, mesoderma e endoderma.

Durante a organogênese, os diversos tecidos e órgãos que existirão no organismo adulto, diferenciam-se a partir dos três folhetos germinativos.


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

DETERMINAÇÃO CROMOSSÔMICA DO SEXO

Em diversas espécies de insetos, entre elas a maioria dos gafanhotos, não há cromossomo Y; as fêmeas têm um par homólogo de cromossomos sexuais (XX), enquanto os machos têm um único cromossomo sexual X (X0). Esse sistema de determinação do sexo é denominado X0.
Em insetos himenópteros como abelhas, o sistema de determinação do sexo é denominado haplodiploide ou haploide/diploide. Nesse grupo de insetos, os machos são haploides (n) e as fêmeas, diploides (2n).
Aves, diversas espécies de répteis, algumas espécies de peixes e de insetos, como nos lepdópteros, por exemplo, o sexo é determinado pelo sistema ZW. Nesse sistema, as fêmeas apresentam dois cromossomos sexuais diferentes (ZW), enquanto os machos, dois cromossomos sexuais homólogos (ZZ).
Em mamíferos, a determinação do sexo é feita através do conhecido sistema XY, no qul são as fêmeas que possuem dois cromossomos sexuais iguais (XX), enquanto que os machos possuem um par heteromórfico (XY). Esse sistema também está presente em diversos insetos (como em drosófilas, por exemplo), em diversas espécies de peixes e em algumas espécies de plantas.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

HEREDOGRAMAS

Heredogramas são representações gráficas das relações de parentesco numa família, onde cada indivíduo é representado por um símbolo que indica suas características e sua relação de parentesco, constituindo importante ferramenta para o geneticista saber se um traço fenotípico é ou não hereditário, de que modo é herdado e calcular a probabilidade de determinada característica hereditária na família estudada.

Os indivíduos do sexo masculino são representados por quadrados, enquanto que os do sexo feminino, por círculos. O casamento é indicado por um traço horizontal unindo o casal e os filhos são representados por traços verticais unidos ao traço horizontal dos pais.

Os heredogramas são também conhecidos como árvores genealógicas ou genealogias.

domingo, 22 de agosto de 2010

A EVOLUÇÃO DAS PLANTAS CULTIVADAS

Entre 10.000 e 12.000 anos atrás, não haviam campos agrícolas como hoje. Os agricultores daquela época cuidavam de certas espécies que ocorriam naturalmente, modificando seus habitas, facilitando sua reprodução, controlando seus competidores e, eventualmente, transferindo-as para locais mais convenientes. A seleção natural ainda tinha um papel importante em tais sistemas, porque a intervenção humana não era suficiente para superar o fato de que as espécies úteis tinham de sobreviver aos rigores do ambiente natural.

À medida que os seres humanos tornaram-se melhores na arte de alterar, manejar e controlar o ambiente no qual ocorriam as plantas úteis, começaram a fazer seleção não intencional de características úteis específicas. Isso iniciou o processo de domesticação. Conforme a domesticação progrediu, a seleção se tornou mais intencional, como os agricultores primitivos escolhendo sementes das plantas com rendimentos mais elevados e mais previsíveis. Ao longo do processo de domesticação, o efeito do ambiente foi perdendo a importância e a seleção dirigida pelo homem assumiu um papel maior. Por fim, as espécies agrícolas alcançaram um ponto em que sua constituição genética foi alterada a tal ponto que não poderiam mais viver sem a intervenção do homem. O exemplo clássico é do milho, no qual todas as sementes germinam de uma só vez na espiga, impedindo que qualquer uma das pequenas plantas se desenvolva. A espécie, portanto, só sobrevive se for plantada pelos agricultores que separam os grãos da espiga e os depositam no solo. Atualmente, as espécies domesticadas dependem dos seres humanos, tanto quanto estes dependem das plantas e animais que domesticaram para sobreviverem.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O CICLO MENSTRUAL

A menstruação marca o início do ciclo menstrual. Durante o período de menstruação, que varia de 3 a 7 dias, a hipófise começa a aumentar a produção de hormônio folículo estimulante (FSH), aumentando a taxa desse hormônio no sangue. O FSH estimula o desenvolvimento de folículos ovarianos que produzem estrogênio. Como consequência, a taxa desse hormônio no sangue se eleva progressivamente até atingir determinado nível, quando estimula a hipófise a liberar grandes quantidades de FSH e hormônio luteinizante (LH). Esses dois hormônios estimulam o rompimento de folículo ovariano e provoca a ovulação. A partir daí, a elevada taxa de LH no sangue induz as células do folículo ovariano rompido a se transformar no corpo amarelo que produz um pouco de estrógeno e grande quantidade de progesterona. O corpo amarelo irá atingir seu desenvolvimento máximo cerca de 7 dias após a ovulação.

O estrogênio e a progesterona atuam em conjunto sobre o útero, continuando sua preparação para uma eventual gravidez. A alta taxa desses hormônios, entretanto, exerce agora um efeito inibidor sobre a hipófise, que diminui a produção de FHS e LH. A queda na taxa de LH tem como consequência direta a regressão do corpo amarela, que deixa de produzir estrogênio e progesterona. A redução brusca nas taxas desses dois hormônios ovarianos faz com que a mucosa uterina sofra descamação e começa a menstruação, iniciando um novo ciclo menstrual.

sábado, 24 de abril de 2010

A FORMAÇÃO DA URINA

Cada rim humano é formado por inúmeros néfrons. Cada néfron, por sua vez, inicia-se por uma cápsula de Bowman, onde ocorre a filtração glomerular do sangue. O plasma que se extravasa para o interior dos néfrons tem o nome de filtrado e não deve conter células sanguíneas nem macromoléculas, como proteínas. O filtrado contém moléculas relativamente pequenas, passíveis de filtração nos glomérulos. O filtrado passa da cápsula de Bowman para o interior do túbulo proximal, onde se reinicia a reabsorção renal. Na alça de Henle, em sua porção ascendente, ocorre a absorção de Na+, por transporte ativo. E ocorre um fluxo de Cl- do filtrado para o sangue. O sangue, assim, readquire uma razoável quantidade de NaCl, fazendo com que, ao atingir o túbulo distal, a concentração do filtrado se torne hipotônica em relação ao sangue. Assim, no túbulo distal deve ocorrer um fluxo osmótico de água para o interior dos capilares sanguíneos. Os hormônio antidiurético (ADH) aumenta a permeabididade do túbulo distal e, dessa forma, determina maior reabsorção de água. O líquido restante no interior do túbulo distal passa para o interior dos túbulos coletores, onde a reabsorção de água continua, formando a urina

quinta-feira, 22 de abril de 2010

ETAPAS DA FOTOSSÍNTESE

A fotossíntese se realiza em duas etapas bem distintas: A etapa bioquímica, conhecida também como fase luminosa e a etapa química, conhecida também como fase escura. Na etapa bioquímica, a clorofila presente nos tilacóides dos cloroplastos absorve a energia luminosa, transforma-a em energia química (ATP) e NADPH (aceptor de elétrons); realiza a fotólise da água, que produz gás oxigênio (O2) liberado para o meio. Na fase química da fotossíntese, o ATP e o NADPH saem dos tilacóides e passam para o estroma dos cloroplastos, aí participam de um ciclo de reações químicas, conhecidas como ciclo de Kelvin, quando o dióxido de carbono é fixado e se converte em matéria orgânica (CH2O), gerando também H2O, ADP e NADP.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

RESPIRAÇÃO CELULAR


A respiração celular tem lugar nas mitocôndrias. No entanto, das três etapas em que geralmente divide-se todo o processo, a primeira delas (etapa I) dá-se no citoplasma e denomina-se glicólise. Essa consiste numa série de reações nas quais uma molécula de glicose (6 carbonos) é convertida em duas de piruvato (3 carbonos), existindo o consumo de duas moléculas de ATP e a formação de quatro. Na sequência, as duas moléculas de piruvato são transportadas para o interior da mitocôndria, onde se processa sua transformação em acetil coenzima A. Essa participa do ciclo do ácido cítrico ou ciclo de Krebs (etapa II) e tem lugar na matriz da mitocôndria. Nessa etapa dá-se a degradação do ácido cítrico em dióxido de carbono (CO2) com a formação das coenzimas NADH e FADH2 (aceitadores de elétrons) e libertação de duas moléculas de ATP. A respiração celular completa-se com a fosforilação oxidativa na parede interna da mitocôndria (etapa III). Os elétrons transportados pelas coenzimas NADH e FADH2, são transferidos para o gás oxigênio (O2), que se transforma em água. A energia libertada na transferência dos elétrons é usada para bombear prótons H+. Esse gradiente de prótons é utilizado na síntese de 34 moléculas de ATP. A fosforilação oxidativa é a etapa mais energética da respiração celular.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A CIRCULAÇÃO HUMANA

No coração existem quatro cavidades internas, denominadas câmaras cardíacas: dois átrios ou aurículas, (câmaras superiores) e dois ventrículos (câmaras inferiores). Os átrios recebem o sangue trazido pelas veias ao coração. Os ventrículos impelem o sangue para o interior das artérias. A parede dos ventrículos é bem mais espessa que a parede dos átrios porque, enquanto os átrios bombeiam o sangue para os ventrículos que ficam logo abaixo deles, o ventrículo direito bombeia o sangue para os pulmões e o esquerdo para a maior parte do corpo. O átrio direito passa sangue não-oxigenado para o ventrículo direito, através da válvula tricúspide (possui três lâminas). O átrio esquerdo passa sangue oxigenado para o ventrículo esquerdo, através da válvula bicúspide, ou mitral (formada por duas lâminas, que lembram a mitra usada pelos bispos).

A figura traz um esquema do coração humano:

Os vasos sanguíneos ligados diretamente ao coração são de quatro tipos:

1 - artéria aorta, que transporta o sangue oxigenado do ventrículo esquerdo para os tecidos do corpo

2 - veias cavas, que coletam o sangue não-oxigenado vindo dos tecidos, transportando-os até o átrio direito. A veia cava superior coleta o sangue não oxigenado dos órgãos e dos membros superiores, e a veia cava inferior coleta o sangue venoso dos órgãos e dos membros inferiores.

3 - artérias pulmonares, que transportam o sangue pobre em oxigênio e rico em gás carbônico do ventrículo direito até os pulmões. Existe uma artéria pulmonar para cada pulmão.

4 - veias pulmonares, que transportam o sangue oxigenado dos pulmões até o átrio esquerdo. As veias pulmonares são em número de quatro. Saem duas de cada pulmão em direção ao coração.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

COMO OS EXAMES DE DNA SÃO REALIZADOS

  • Tira-se uma amostra de sangue de cada pessoa e separa-se o DNA dos linfócitos de cada uma delas.
  • Usando-se uma enzima de restrição, parte-se cada DNA em inúmeros fragmentos.
  • Submete-se cada amostra à eletroforese e os fragmentos migram de acordo com seus comprimentos.

  • Regulando-se o pH e a temperatura, as hélices do DNA se separam (desnaturação), pelo rompimento das pontes de hidrogênio.

  • Os fragmentos são transferidos para uma membrana de náilon, à qual aderem, mantendo suas posições relativas.

  • Junta-se à membrana uma sonda marcada com fósforo radioativo. A sonda é um líquido que contém inúmeros pedacinhos de DNA, todos exatamente iguais e desnaturados. Eles se hibridizam com setores complementares dos fragmentos de DNA dos três sangues.

  • Cobre-se a membrana de náilon com uma chapa fotográfica. Nela se formam faixas correspondentes à posição assumida pelos pedacinhos da sonda (que é radioativa).

  • Os padrões de faixas de duas pessoas não gêmeas diferem em muitos aspectos, porque seus genomas são distintos.

  • Uma mãe (ou pai) e sua criança são consanguíneos e, portanto, apresentam padrões de faixas nitidamente mais semelhantes entre si do que pessoas não aparentadas.


  • Comparam-se, então, os padrões de faixas das três pessoas. As faixas da criança foram recibidas da mãe e do pai. Se, na criança, ocorrem faixas que a mãe não tem, forçosamente elas vêm do pai verdadeiro. Se o homem testado não tiver essas faixas, ele não é o pai.

  • Ao contrário, se todas as faixas inexistentes na mãe ocorrerem no homem, ele deve ser o pai.

Veja o vídeo a seguir:

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