terça-feira, 30 de setembro de 2008

OS ARTRÓPODES

Os artrópodes são o maior grupo animal conhecido, abrigando mais de um milhão de espécies adaptadas à vida na terra, no solo, em água doce e salgada. Compreendem os insetos (traças, piolhos, moscas, borboletas etc), crustáceos (camarões, siris, lagostas etc), aracnídeos (aranhas, escorpiões, carrapatos), quilópodes (centopéias), diplópodes (piolhos-de-cobra).

Esse grupo de animais caracterizam-se pela presença de pernas articuladas, com juntas móveis, por serem triblásticos, celomados e dotados de simetria bilateral.
Possuem corpo segmentado e dividido em cabeça, tórax e abdome. Em alguns animais, há a fusão entre a cabeça e o tórax, sendo o corpo, então, dividido em cefalotórax e abdome.
Artrópodes possuem exoesqueleto de quitina, um polissacarídeo resistente. Nos crustáceos, além da quitina, o exoesqueleto comumente apresenta-se impregnado por cálcio.
O exoesqueleto limita o crescimento do animal, por isso para crescer são obrigados a abandonar o exoesqueleto antigo e formar um novo maior. Esse fenômeno é denominado muda ou ecdise.
Todos os artrópodes possuem sistema digestório completo, com boca e ânus. A excreção ocorre de maneiras diferentes para cada grupo de artrópodes. Nos insetos a excreção ocorre através dos túbulos de Malpighi; nas aranhas, pelas glândulas coxais; nos crustáceos, pelas glândulas verdes. Nos insetos a respiração ocorre por traquéias; nos crustáceos por brânquias e nos aracnídeos através das pulmotraquéias.
Os artrópodes geralmente são dioicos, (sexos separados). A fecundação geralmente é interna e o desenvolvimento pode ser direto ou indireto, dependendo do grupo estudado.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

OS MOLUSCOS

Os moluscos são representados pelos caracóis, caramujos, lesmas, ostras, mexilhões, polvos, lulas, entre outros animais.

Os moluscos são animais triblásticos, celomados e de simetria bilateral. Possuem corpo viscoso, mole e não-segmentado, geralmente envolvido por uma concha calcária. As lesmas e os polvos não têm conchas. As lulas apresentam uma concha interna, denominada pena. O corpo de um molusco é constituído de três partes: cabeça, pé e massa visceral.

Na maioria dos moluscos a massa visceral é recoberta por uma prega epidérmica carnosa chamada manto ou pálio, responsável pela produção da concha calcária. Entre o manto e a massa visceral existe um espaço denominado cavidade do manto ou cavidade palial, que desempenha funções respiratórias, abrigando brânquias (nos moluscos aquáticos) ou pulmões rudimentares (nos caracóis terrestres).
A boca exibe uma língua provida de dentículos que se prestam a ralar os alimentos. Essa língua, denominada rádula, constitui uma estrutura exclusiva dos moluscos, estando ausente apenas na classe Pelecypoda (ostras e mariscos), que são animais filtradores.

A respiração pode ser cutânea (lesmas), branquial (mexilhões) ou pulmonar (caramujos terrestres). O sistema digestório é completo, com boca e ânus.

A maioria dos moluscos é dióica e o desenvolvimento pode ser direto ou indireto.
Fonte: Biologia, Wilson R. Paulino, Editora ática.

sábado, 27 de setembro de 2008

O QUE É DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Os modelos de desenvolvimento adotados pelo homem até hoje, sempre tiveram consequências desastrosas para o ambiente. Por outro lado, sabemos que a pobreza de um país somente pode ser combatida promovendo o desenvolvimento. Como conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental? Através do desenvolvimento sustentável.
O conceito de desenvolvimento sustentável: aquele que "satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades", foi adotada em 1987 pela então primeira ministra da noruega Gro Harlem Brundtland e consolidado durante a Eco92 no Rio de Janeiro.

Podemos dizer, em outras palavras, que o desenvolvimento sustentável seja o desenvolvimento econômico, social, científico e cultural das sociedades, garantindo mais saúde, conforto e conhecimento, mas sem exaurir os recursos naturais do planeta, ou seja podemos nos aproveitar do meio ambiente, em benefício das populações que vivem nele, contanto que o façamos de forma cuidadosa, com o máximo de preservação, sem causar os danos que os modelos atuais de desenvolvimento têm causado.

Para isso, todas as formas de relação do homem com a natureza devem ocorrer com o menor dano possível ao ambiente. As políticas, os sistemas de produção, transformação, comércio e serviço - agricultura, indústria, turismo, serviços básicos, mineração etc - e o consumo têm de existir preservando a biodiversidade e as próprias pessoas, enfim protegendo a vida no planeta.
Assim, sob a perspectiva do desenvolvimento sustentável, as indústrias devem controlar a emissão de gases poluentes na atmosfera e evitar lançar resíduos tóxicos no solo e rios; a agricultura deve buscar reduzir o uso de agrotóxicos e o desmatamento de áreas naturais - matas, cerrados etc; as cidades devem respeitar as áreas de florestas e rios que protegem seus mananciais e reduzir o volume de resíduo inaproveitado.

De modo geral, as pessoas devem tomar atitudes como não desperdiçar água, destinar corretamente seu lixo, consumir alimentos mais saudáveis, preservar bosques e todo tipo de área verde.
O sucesso depende da compatibilidade entre o crescimento econômico e a preservação ambiental.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

HERANÇA LIGADA AO SEXO

A herança é ligada ao sexo quando os genes envolvidos estão situados no cromossomo X, em sua porção não-homóloga ao cromossomo Y. Portanto, os genes ligados ao sexo estão presentes apenas no cromossomo X. O fato de as células femininas possuírem dois cromossomos X faz com que as mulheres sejam portadoras dos genes ligados ao sexo em dose dupla, ou seja, possuam pares de genes alelos ligados ao sexo. Como as células de um indivíduo do sexo masculinos possuem apenas um cromossomo X, nos homens os genes ligados ao sexo aparecem apenas em dose simples. Portanto, enquanto as mulheres podem ser, em relação ao genes ligados ao sexo, homozigotas ou heterozigotas, os homens serão sempre hemizigotos.


Algumas anomalias humanas são causadas por genes ligados ao sexo, entre elas, o daltonismo e a hemofilia.

Daltonismo - O termo daltonismo origina-se do sobrenome do naturalista inglês John Dalton (1766-1844), que apresentava essa anomalia. O daltonismo caracteriza-se por uma cegueira parcial para cores. Existem três tipos de daltonismo, um deles causado por um gene ligado ao sexo. Nesse caso de daltonismo, a pessoa não distingue a cor verde e a cor vermelha.


O daltonismo é determinado por um gene recessivo localizado no cromossomo X, em sua porção não-homóloga ao Y. É representado pelo símbolo Xd. Seu alelo dominante, que determina a visão normal, é representado pelo símbolo XD.


As relações de genótipos e fenótipos para homens e mulheres, em relação ao daltonismo, fica assim:
  • XDXD - mulher normal,

  • XDXd - mulher normal (portadora),

  • XdXd - mulher daltônica,

  • XDY - homem normal,

  • Xdy - homem daltônico.

Hemofilia - A hemofilia é uma doença caracterizada por uma dificuldade de coagulação sanguínea, devido a uma insuficiente produção de tromboplastina, uma enzima muito importante no processo de coagulação sanguínea. Num hemofílico, qualquer ferimento, por mais pequeno que seja, pode causar hemorragias graves.

Essa anomalia também é ligada ao sexo, ou seja, é condicionada por um gene localizado no cromossomo X, em sua porção não-homóloga ao Y. Assim, enquanto as mulheres têm dois genes para a hemofilia, os homens posssuem apenas um gene.

As crianças afetadas pela hemofilia normalmente são do sexo masculino e da mesma forma que no daltonismo, recebem o gene de sua mãe (Xh). As filhas de homens hemofílicos são normais, porém heterozigotas e, portanto, portadoras.

As relações entre genótipos e fenótipos, para mulheres e homens, na hemofilia, fica assim:

  • XHXH - mulher normal,

  • XHXh - mulher normal (portadora),

  • XhXh - mulher hemofílica,

  • XHY - homem normal,

  • XhY - homem hemofílico.

domingo, 21 de setembro de 2008

3o ano - aula 14 - OS PLATELMINTOS

Os Platelmintos são vermes dotados de corpo achatado dorsiventralmente. Na escala evolutiva dos seres vivos são os primeiros a apresentar simetria bilateral. Apenas animais com esse tipo de simetria apresentam superfícies dorsal e ventral, além de extremidades anterior e posterior. São os primeiros, também, a apresentar um processo de cefalização, ou seja uma concentração de estruturas sensoriais na extremidade anterior, já que esta extremidade é a primeira a entrar em contato com o ambiente. 
Os platelmintos são animais triblásticos, isto é, o embrião produz, além da ectoderme e da endoderme, a mesoderme, um terceiro folheto germinativo, que substitui a mesogléia dos cnidários e o mesohilo dos poríferos. A mesoderme, que aparece aí pela primeira vez na escala evolutiva dos animais, produz também músculos e outros órgãos.
Mesmo sendo triblásticos, os platelmintos são acelomados, isto é, não possuem cavidade corporal, sendo que os espaços entre os órgãos são preenchidos pela mesoderme.
Não possuem sistemas respiratório e cardiovascular e seu sistema digestório é incompleto, ou seja, o ânus está ausente. Os alimentos, após ingeridos, são parcialmente digeridos no interior da cavidade gastrovascular e posteriormente completada no interior de vacúolos digestivos das células da gastroderme. Os restos alimentares são eliminados pela boca.
É importante salientar que a tênia, parasita do intestino humano, não possui sistema digestório, pois absorve através da superfície de seu corpo os nutrientes já digeridos no corpo de seus hospedeiros.

A eliminação de excretas nitrogenados se faz por células ciliadas denominadas células-flama (também denominados solenócitos ou protonefrídeos), presentes apenas nos platelmintos.

Os platelmintos podem ser monóicos (um único organismo apresenta os dois sexos), como as tênias ou dióicos (sexos separados), como Schistosoma mansoni.

Como exemplos de seus representantes, destacamos as planárias, de vida livre, e alguns parasitas humanos muito conhecidos, como as tênias (solitárias) e os esquistossomos (causadores da esquistossomose).

VÍDEO - HIDRA DE ÁGUA DOCE

video

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

OS CROMOSSOMOS SEXUAIS

Na espécie humana, as células somáticas abrigam 46 cromossomos, sendo 23 de origem paterna e 23 de origem materna. A determinação do sexo num indivíduo resulta da interação de genes situados num único par de homólogos, denominados cromossomos sexuais ou alossomos. Os 22 pares restantes constituem os autossomos, cromossomos que não estão relacionados com as características sexuais.
No sexo feminino, os dois cromossomos sexuais existentes exibem a mesma forma e são denominados cromossomos X. Já no sexo masculino, existe apenas um cromossomo X; o outro, menor, é denominado cromossomo Y. Assim:


  • Homem - 44 autossomos + XY.
  • Mulher - 44 autossomos + XX.
Em relação aos cromossomos sexuais, a mulher produz apenas um tipo de gameta: 22A + X, sendo denominada homogamética e o homem, por sua vez, produz dois tipos de gametas: 22A + X e 22A + Y, sendo denominado heterogamético.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

1o ano - aula 14 - OS PRINCIPAIS POLUENTES DO AR

Os poluentes do ar são uma mistura de várias substâncias dispersas nele. Abaixo listamos as principais categorias de poluentes, com informações sobre cada uma delas:

  • Partículas em suspensão - Mistura de partículas sólidas e líquidas suspensas no ar, visualizadas como poeira ou fumaça; podem conter qualquer um dos demais poluentes. Ex.: os diversos tipos de poeiras lançadas no ar pela indústria cerâmica.
  • Compostos orgânicos voláteis - Materiais como gasolina, solventes e soluções de limpeza, que ficam no ar em estado de vapor.
  • Dióxido de carbono (gás carbônico) - subproduto normal das combustões e da respiração de organismos vivos; é matéria-prima para a fotossíntese. Sua taxa no ar está crescendo, e é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa
  • Monóxido de carbono - gás invisível, inodoro, letal a partir de certa dosagem, que se combina como a hemoglobina de forma estável, prejudicando o transporte de O2. Perigoso na proporção de 10 ppm (partes por milhão). Favorece o aparecimento de anemias.
  • Óxido de nitrogênio e de enxofre - convertidos, respectivamente, em ácido nítrico e ácido sulfúrico, quando se combinam com o vapor de água existente na atmosfera. São responsáveis pelas chuvas ácidas. Ambos diminuem a capacidade de formação de anticorpos.
  • Chumbo e outros metais pesados, como mercúrio e cádmio - O chumbo é muito perigoso; mesmo em baixas concentrações, danifica as células do cérebro, podendo levar à morte. O cádmio, presente em vários tipos de baterias recarregáveis, como as de telefones celulares, e o mercúrio, componente das baterias de relógio, também são muito tóxicos, o que exige uma cuidadosa reciclagem desses produtos para evitar a contaminação do ambiente.
  • Ozônio (O3) - Embora importantíssimo quanto nas camadas superiores da atmosfera, por proteger contra os raios ultravioleta, o ozônio é altamente tóxico para os seres vivos; no nível do chão, portanto, é um forte poluente.
  • Materiais tóxicos do ar - Incluem substâncias químicas causadoras de câncer, materiais radiotativos e outras substâncias, como o benzeno, o cloreto de vinila e o amianto.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

3o ano - aula 13 - OS CNIDÁRIOS

Os cnidários ou celenterados, que compreendem as hidras, as águas-vivas, os corais, e as anêmonas-do-mar, entre outros, são animais aquáticos, a maioria marinhos, fixos no fundo do mar e lagos, ou nadadores, podendo ser solitários ou coloniais.

São animais predadores, possuindo espécies de tamanhos variados, desde espécies microscópicas até espécies com indivíduos de vários metros. São organismos diblásticos (possuem apenas dois folhetos germinativos: ectoderme e endoderme), com simetria geralmente radial. Seu corpo é dotado de uma única abertura, a boca, que também tem função de ânus. Essa abertura desemboca numa cavidade gastrovascular.

A parede externa é revestida por uma camada de células epidérmicas e a interna é constituída pela gastroderme. Nesta camada celular interna existem células glandulares que secretam e liberam suco digestório no interior da cavidade gástrica. Esse suco promove a digestão parcial do alimento obtido. A digestão se completa quando o alimento parcialmente digerido é encerrado em vacúolos digestórios no interior das células da gastroderme. A digestão dos cnidários, portanto, é extra e intracelular.

Uma camada gelatinosa de sustentação, a mesogléia, existe entre a epiderme e a gastroderme. Uma rede nervosa, intercomunicando as células, existe entre a epiderme e a mesogléia.
Os cnidócitos presentes na epiderme são as células características dos cnidários. São células modificadas que promovem a defesa do animal e contribuem para a captura dos alimentos. Os cnidócito são dotados de uma cápsula denominada nematócisto, que abriga no seu interior um tubo enovelado com líquido urticante; contém também um cílio sensorial que ao ser tocado funciona como um gatilho, disparando o nematocisto e projetando o filamento urticante que é injetado na vítima.
Os cnidários podem apresentar duas formas básicas distintas: pólipo, como as anêmonas-do-mar, ou medusa, como as águas-vivas.
Os pólipos normalmente são fixos por uma extremidade; possuem corpo cilíndrico e, na extremidade livre, uma boca rodeada de tentáculos. A medusa assemelha-se a um sino, tendo a boca em posição inferior e as bordas dotadas de tentáculos.

O deslocamento das medusas se dá por jato-propulsão: contrações dos bordos do corpo do animal determinando a rápida expulsão da água acumulada na face côncava. a eliminação da água em forma de jato permite o deslocamento do animal no sentido oposto.
Os cnidários podem se reproduzir de forma assexuada ou sexuada. A reprodução assexuada ocorre geralmente por brotamento. Nesse caso, formam-se brotos em determinadas regiões do corpo do animal; cada broto desenvolve-se e origina um novo indivíduo. Esse novo animal pode se manter unido à forma original formando uma colônia, ou se destacar e apresentar vida independente.
Muitas espécies de cnidários reproduzem-se por metagênese, ou alternância de gerações. Nesse caso, a fase sexuada é representada pela forma medusóide, enquanto a fase assexuada é representada pela forma polipóide. De uma espécia para outra, entretanto, pode variar a fase dominante: na Aurelia, a fase dominante é a medusa (sexuada), enquanto que na Obelia, a fase dominante é o pólipo.

domingo, 7 de setembro de 2008

2o ano - aula 13 - A primeira Lei de Mendel e a espécie humana

A transmissão de algumas características humanas obedece à primeira lei de Mendel, o que significa que elas são condicionadas por apenas um par de alelos.

Um caso de herança mendeliana determinada por um par de genes é o albinismo, caracterizado pela ausência total de pigmento na pele, nos olhos e nos cabelos. A polidactilia (dedos a mais) e a braquidactilia (dedos anormalmente curtos) são também anomalias que obedecem à primeira lei. Essas características são autossômicas, isto é, devem-se a genes presentes nos autossomos e não nos cromossomos sexuais.

A hemofilia, caracterizada pelo retardamento da coagulação do sangue, e o daltonismo, no qual a visão das cores é prejudicada, constituem casos especiais de primeira lei e serão discutidos nas próximas aulas. São casos de heranças ligadas ao sexo, devem-se a genes localizados nos cromossomos sexuais.
Outras características transmitidas por um par de genes não estão relacionadas a anomalias. É o caso da forma do lobo da orelha (colado ou solto), do tipo de cabelo (crespo, ondulado ou liso), da sensibilidade ao gosto do PTC. Para algumas pessoas, essa substância tem gosto amargo; para outras, é totalmente insípida. Os diferentes grupos sangüíneos (A, B, AB e O), assim como o Rh e os grupos MN, também se enquadram como casos especiais da primeira lei e serão também abordados nas próximas aulas.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

REPENSANDO O LIXO

Como você percebeu, o lixo é um grande problema, que tende a se tornar mais grave à medida que a população cresce. Os projetos para minorar os impactos do lixo sobre o ambiente geralmente têm três abordagens:
  • Redução. A diminuição do consumo de materiais, a economia de papel, roupas, objetos e máquinas, que podem ser consertados e utilizados por mais tempo, reduziria a produção de lixo.

  • Reutilização. Sempre é possível utilizar novamente embalagens plásticas, a caixas de madeira e de papelão, chapas de isopor e outros materiais.

  • Reciclagem. Reciclar é recuperar os materiais que compõem o lixo e utilizá-los como matéria-prima para fabricar novos produtos. Reciclam-se os papéis, os plásticos, os metais e os vidros. Calcula-se que são necessários 230 quilos de madeira para produzir 54 quilos de papel. Nos Estados Unidos, mais ou menos 50% do papel produzido é obtido por reciclagem, proporcionando economia de árvores e de água para o tratamento, sem contar a diminuição da poluição ambiental.

Uma etapa importante nas políticas de reciclagem é a coleta seletiva do lixo, que está sendo aos poucos implantada em parques, escolas, empresas e clubes. Nesse tipo de coleta, o próprio cidadão faz uma seleção do lixo que produz e o coloca nos recipientes adequados, facilitando uma posterior reciclagem. Trata-se de uma situação em que a própria sociedade é chamada a conscientizar-se do problema e participar ativamente na sua solução.

Fonte: Biologia. César e Sezar, 7a edição, págs. 454-55, Ed. Saraiva, 2005.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

1o ano - aula 13 - O PROBLEMA DO LIXO

A atividade humana produz resíduos. Quando líquidos, esses resíduos constituem o esgoto; quando sólidos, o lixo. Tanto o esgoto como o lixo podem ter origem industrial ou domiciliar.

Nas cidades grandes, a coleta e a destinação do lixo coletado representam um imenso desafio. No Brasil, por exemplo, são produzidas 250 mil toneladas de lixo por dia, ou seja, 90 milhões de toneladas por ano.

A destinação do lixo pode ser variada. Veja algumas estatísticas referentes ao Brasil:
  • A maior parte do lixo coletado - 75%, mais ou menos - é depositada em lixões, a céu aberto, sem nenhum tratamento, podendo gerar vários problemas, como gases e mau cheiro, e servir de criadouro de insetos e animais que podem transmitir doenças.

  • Uma porção menor - cerca de 23% - é colocada em aterros sanitários. Neles, o lixo é jogado sobre uma camada impermeável, que impede a penetração de líquidos que possam contaminar o lençol subterrâneo. O lixo é esparramado e compactado por tratores, sendo coberto depois por uma camada de terra. Isso evita o mau cheiro e a proliferação de insetos e ratos.

  • Apenas 1% do lixo coletado é incinerado, isto é, queimado, reduzindo-se a cinzas, com a eliminação de vapor de água e gases. Os incineradores contam com filtros, que retêm os gases nocivos. A energia liberada pela queima pode ser utilizada, enquanto as cinzas podem vir a se constituir em fertilizantes para a agricultura. A vantagem da incineração, além disso, é dispensar grandes áreas, como as exigidas pelos aterros sanitários ou lixões.

Fonte: Biologia, César e Sezar, 7a edição, págs 453-54, Ed. Saraiva. 2005