sexta-feira, 16 de maio de 2008

1o ano - aula 5 - PIRÂMIDES ECOLÓGICAS

O fluxo de energia num ecossistema pode ser representado sob a forma de pirâmide ecológica.

Pirâmide de números - Indica a quantidade de organismos numa cadeia alimentar; assim, na cadeia ao lado,vemos que 20.000.000 de pés de alfafa são necessárias para alimentar 4,5 bezerros, que por sua vez alimentam uma única criança. Uma pirâmide de números tem o inconveniente de igualar os organismos, sem levar em conta seu tamanho e sem representar adequadamente a quantidade de matéria orgânica existente nos diversos níveis. Os ecólogos atualmente dão preferência às pirâmides de biomassa e de energia.

Pirâmide de biomassa - É construída pela avaliação das biomassas nos vários níveis tróficos de uma cadeia.

Veja o exemplo da figura abaixo, que representa a biomassa dos diversos níveis tróficos de uma cadeia alimentar do cerrado.
Quase sempre a massa de produtores é maior do que a de consumidores. Às vezer, no entanto, uma pirâmide de biomassa pode apresentar-se invertida.
No esquema acima você percebe que, no momento da medição, a biomassa de fitoplâncton é bem menor do que a de zooplâncton. Isso pode parecer estranho; ocorre, porém, que a taxa de reprodução do fitoplâncton é muito mais elevada que a do zooplâncton, e a velocidade de consumo do fitoplâncton pelo zooplâncton é muito grande. Fica fácil compreender, assim, que uma biomassa apreentemente pequena de produtores possa sustenter uma biomassa grande de consumidores primários.

Pirâmides de energia - É o modo mais satisfatório de representação. Essas pirâmides nunca são invertidas: elas mostram sempre, de forma clara, o princípio da perda de energia a cada nível trófico. Veja o esquema ao lado.

Um dos inconvenientes de qualquer tipo de pirâmide é o fato de não estarem retratados nelas os decompositores, que são uma parcela importante do ecossistema. Observe novamente o esquema que mostra o fluxo de energia da lagoa (aula 4). Note que ele nada mais é do que uma pirâmide de energia sofisticada, na qual são demonstradas as perdas de energia em cada nível, seja por respiração, seja por excreção ou morte. Além disso, naquele esquema os decompositores estão representados.

César e Sezar - Biologia Volume 3: Genética, Evolução e Ecologia. Editora Saraiva, 2005, págs. 330 e 331 (modificado).

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