terça-feira, 24 de agosto de 2010

HEREDOGRAMAS

Heredogramas são representações gráficas das relações de parentesco numa família, onde cada indivíduo é representado por um símbolo que indica suas características e sua relação de parentesco, constituindo importante ferramenta para o geneticista saber se um traço fenotípico é ou não hereditário, de que modo é herdado e calcular a probabilidade de determinada característica hereditária na família estudada.

Os indivíduos do sexo masculino são representados por quadrados, enquanto que os do sexo feminino, por círculos. O casamento é indicado por um traço horizontal unindo o casal e os filhos são representados por traços verticais unidos ao traço horizontal dos pais.

Os heredogramas são também conhecidos como árvores genealógicas ou genealogias.

domingo, 22 de agosto de 2010

A EVOLUÇÃO DAS PLANTAS CULTIVADAS

Entre 10.000 e 12.000 anos atrás, não haviam campos agrícolas como hoje. Os agricultores daquela época cuidavam de certas espécies que ocorriam naturalmente, modificando seus habitas, facilitando sua reprodução, controlando seus competidores e, eventualmente, transferindo-as para locais mais convenientes. A seleção natural ainda tinha um papel importante em tais sistemas, porque a intervenção humana não era suficiente para superar o fato de que as espécies úteis tinham de sobreviver aos rigores do ambiente natural.

À medida que os seres humanos tornaram-se melhores na arte de alterar, manejar e controlar o ambiente no qual ocorriam as plantas úteis, começaram a fazer seleção não intencional de características úteis específicas. Isso iniciou o processo de domesticação. Conforme a domesticação progrediu, a seleção se tornou mais intencional, como os agricultores primitivos escolhendo sementes das plantas com rendimentos mais elevados e mais previsíveis. Ao longo do processo de domesticação, o efeito do ambiente foi perdendo a importância e a seleção dirigida pelo homem assumiu um papel maior. Por fim, as espécies agrícolas alcançaram um ponto em que sua constituição genética foi alterada a tal ponto que não poderiam mais viver sem a intervenção do homem. O exemplo clássico é do milho, no qual todas as sementes germinam de uma só vez na espiga, impedindo que qualquer uma das pequenas plantas se desenvolva. A espécie, portanto, só sobrevive se for plantada pelos agricultores que separam os grãos da espiga e os depositam no solo. Atualmente, as espécies domesticadas dependem dos seres humanos, tanto quanto estes dependem das plantas e animais que domesticaram para sobreviverem.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O CICLO MENSTRUAL

A menstruação marca o início do ciclo menstrual. Durante o período de menstruação, que varia de 3 a 7 dias, a hipófise começa a aumentar a produção de hormônio folículo estimulante (FSH), aumentando a taxa desse hormônio no sangue. O FSH estimula o desenvolvimento de folículos ovarianos que produzem estrogênio. Como consequência, a taxa desse hormônio no sangue se eleva progressivamente até atingir determinado nível, quando estimula a hipófise a liberar grandes quantidades de FSH e hormônio luteinizante (LH). Esses dois hormônios estimulam o rompimento de folículo ovariano e provoca a ovulação. A partir daí, a elevada taxa de LH no sangue induz as células do folículo ovariano rompido a se transformar no corpo amarelo que produz um pouco de estrógeno e grande quantidade de progesterona. O corpo amarelo irá atingir seu desenvolvimento máximo cerca de 7 dias após a ovulação.

O estrogênio e a progesterona atuam em conjunto sobre o útero, continuando sua preparação para uma eventual gravidez. A alta taxa desses hormônios, entretanto, exerce agora um efeito inibidor sobre a hipófise, que diminui a produção de FHS e LH. A queda na taxa de LH tem como consequência direta a regressão do corpo amarela, que deixa de produzir estrogênio e progesterona. A redução brusca nas taxas desses dois hormônios ovarianos faz com que a mucosa uterina sofra descamação e começa a menstruação, iniciando um novo ciclo menstrual.

sábado, 24 de abril de 2010

A FORMAÇÃO DA URINA

Cada rim humano é formado por inúmeros néfrons. Cada néfron, por sua vez, inicia-se por uma cápsula de Bowman, onde ocorre a filtração glomerular do sangue. O plasma que se extravasa para o interior dos néfrons tem o nome de filtrado e não deve conter células sanguíneas nem macromoléculas, como proteínas. O filtrado contém moléculas relativamente pequenas, passíveis de filtração nos glomérulos. O filtrado passa da cápsula de Bowman para o interior do túbulo proximal, onde se reinicia a reabsorção renal. Na alça de Henle, em sua porção ascendente, ocorre a absorção de Na+, por transporte ativo. E ocorre um fluxo de Cl- do filtrado para o sangue. O sangue, assim, readquire uma razoável quantidade de NaCl, fazendo com que, ao atingir o túbulo distal, a concentração do filtrado se torne hipotônica em relação ao sangue. Assim, no túbulo distal deve ocorrer um fluxo osmótico de água para o interior dos capilares sanguíneos. Os hormônio antidiurético (ADH) aumenta a permeabididade do túbulo distal e, dessa forma, determina maior reabsorção de água. O líquido restante no interior do túbulo distal passa para o interior dos túbulos coletores, onde a reabsorção de água continua, formando a urina

quinta-feira, 22 de abril de 2010

ETAPAS DA FOTOSSÍNTESE

A fotossíntese se realiza em duas etapas bem distintas: A etapa bioquímica, conhecida também como fase luminosa e a etapa química, conhecida também como fase escura. Na etapa bioquímica, a clorofila presente nos tilacóides dos cloroplastos absorve a energia luminosa, transforma-a em energia química (ATP) e NADPH (aceptor de elétrons); realiza a fotólise da água, que produz gás oxigênio (O2) liberado para o meio. Na fase química da fotossíntese, o ATP e o NADPH saem dos tilacóides e passam para o estroma dos cloroplastos, aí participam de um ciclo de reações químicas, conhecidas como ciclo de Kelvin, quando o dióxido de carbono é fixado e se converte em matéria orgânica (CH2O), gerando também H2O, ADP e NADP.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

RESPIRAÇÃO CELULAR


A respiração celular tem lugar nas mitocôndrias. No entanto, das três etapas em que geralmente divide-se todo o processo, a primeira delas (etapa I) dá-se no citoplasma e denomina-se glicólise. Essa consiste numa série de reações nas quais uma molécula de glicose (6 carbonos) é convertida em duas de piruvato (3 carbonos), existindo o consumo de duas moléculas de ATP e a formação de quatro. Na sequência, as duas moléculas de piruvato são transportadas para o interior da mitocôndria, onde se processa sua transformação em acetil coenzima A. Essa participa do ciclo do ácido cítrico ou ciclo de Krebs (etapa II) e tem lugar na matriz da mitocôndria. Nessa etapa dá-se a degradação do ácido cítrico em dióxido de carbono (CO2) com a formação das coenzimas NADH e FADH2 (aceitadores de elétrons) e libertação de duas moléculas de ATP. A respiração celular completa-se com a fosforilação oxidativa na parede interna da mitocôndria (etapa III). Os elétrons transportados pelas coenzimas NADH e FADH2, são transferidos para o gás oxigênio (O2), que se transforma em água. A energia libertada na transferência dos elétrons é usada para bombear prótons H+. Esse gradiente de prótons é utilizado na síntese de 34 moléculas de ATP. A fosforilação oxidativa é a etapa mais energética da respiração celular.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A CIRCULAÇÃO HUMANA

No coração existem quatro cavidades internas, denominadas câmaras cardíacas: dois átrios ou aurículas, (câmaras superiores) e dois ventrículos (câmaras inferiores). Os átrios recebem o sangue trazido pelas veias ao coração. Os ventrículos impelem o sangue para o interior das artérias. A parede dos ventrículos é bem mais espessa que a parede dos átrios porque, enquanto os átrios bombeiam o sangue para os ventrículos que ficam logo abaixo deles, o ventrículo direito bombeia o sangue para os pulmões e o esquerdo para a maior parte do corpo. O átrio direito passa sangue não-oxigenado para o ventrículo direito, através da válvula tricúspide (possui três lâminas). O átrio esquerdo passa sangue oxigenado para o ventrículo esquerdo, através da válvula bicúspide, ou mitral (formada por duas lâminas, que lembram a mitra usada pelos bispos).

A figura traz um esquema do coração humano:

Os vasos sanguíneos ligados diretamente ao coração são de quatro tipos:

1 - artéria aorta, que transporta o sangue oxigenado do ventrículo esquerdo para os tecidos do corpo

2 - veias cavas, que coletam o sangue não-oxigenado vindo dos tecidos, transportando-os até o átrio direito. A veia cava superior coleta o sangue não oxigenado dos órgãos e dos membros superiores, e a veia cava inferior coleta o sangue venoso dos órgãos e dos membros inferiores.

3 - artérias pulmonares, que transportam o sangue pobre em oxigênio e rico em gás carbônico do ventrículo direito até os pulmões. Existe uma artéria pulmonar para cada pulmão.

4 - veias pulmonares, que transportam o sangue oxigenado dos pulmões até o átrio esquerdo. As veias pulmonares são em número de quatro. Saem duas de cada pulmão em direção ao coração.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

COMO OS EXAMES DE DNA SÃO REALIZADOS

  • Tira-se uma amostra de sangue de cada pessoa e separa-se o DNA dos linfócitos de cada uma delas.
  • Usando-se uma enzima de restrição, parte-se cada DNA em inúmeros fragmentos.
  • Submete-se cada amostra à eletroforese e os fragmentos migram de acordo com seus comprimentos.

  • Regulando-se o pH e a temperatura, as hélices do DNA se separam (desnaturação), pelo rompimento das pontes de hidrogênio.

  • Os fragmentos são transferidos para uma membrana de náilon, à qual aderem, mantendo suas posições relativas.

  • Junta-se à membrana uma sonda marcada com fósforo radioativo. A sonda é um líquido que contém inúmeros pedacinhos de DNA, todos exatamente iguais e desnaturados. Eles se hibridizam com setores complementares dos fragmentos de DNA dos três sangues.

  • Cobre-se a membrana de náilon com uma chapa fotográfica. Nela se formam faixas correspondentes à posição assumida pelos pedacinhos da sonda (que é radioativa).

  • Os padrões de faixas de duas pessoas não gêmeas diferem em muitos aspectos, porque seus genomas são distintos.

  • Uma mãe (ou pai) e sua criança são consanguíneos e, portanto, apresentam padrões de faixas nitidamente mais semelhantes entre si do que pessoas não aparentadas.


  • Comparam-se, então, os padrões de faixas das três pessoas. As faixas da criança foram recibidas da mãe e do pai. Se, na criança, ocorrem faixas que a mãe não tem, forçosamente elas vêm do pai verdadeiro. Se o homem testado não tiver essas faixas, ele não é o pai.

  • Ao contrário, se todas as faixas inexistentes na mãe ocorrerem no homem, ele deve ser o pai.

Veja o vídeo a seguir:

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

DIGESTÃO, ABSORÇÃO, CIRCULAÇÃO E RESPIRAÇÃO

Olá amigos!

Escreveremos hoje sobre a integração existente entre os sistemas digestório, circulatório e respiratório.

Como os alimentos por nós ingeridos passam pelo estômago, são digeridos, absorvidos pelo intestino e circulam pelo nosso corpo?

O sistema digestório vai da boca ao ânus e é formado também pela faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e reto, além de glândulas anexas como pâncreas, fígado e salivares.

Enquanto o alimento é mastigado, a saliva produzida pelas glândulas salivares contendo amilase, digere o amido (transforma-o em maltose) e faz o alimento virar uma papa molhada que é engolida, indo através de movimentos peristálticos, após passar pela faringe e esôfago, ao estômago. Lá, o alimento triturado pelos dentes entra em contado com o ácido clorídrico que o deixa com pH muito baixo, ativando a pepsina, produzida pelas paredes estomacais, e que quebrará as moléculas de proteínas em aminoácidos.

Aindo do estômago, o bolo alimentar, já parcialmente digerido, passa a percorrer os cerca de sete metros do intestino delgado. Aí a digestão deve se completar: os carboidratos serão quebrados em monossacarídeos, as proteínas que resistiram à pepsina estomacal serão reduzidas a aminoácidos e os lipídeos a ácidos graxos e glicerol. Sem isso a absorção não acontece, pois macromoléculas não atravessam o epitélio intestinal.

A parede do intestino delgado produz muco e o suco intestinal, que deixa o meio básico e ativa as enzimas produzidas pelo pâncreas.

O pâncreas produz várias enzimas digestivas que são lançadas no duodeno: a tripsina, que completa o trabalho da pepsina decompondo as proteínas; carboidrases que transformam os polissacarídeos (como o amido) e os oligossacarídeos (como a maltose e a sacarose) em glicose; lipases, que digerem as moléculas de gordura, separando-as em cadeias de ácidos graxos e glicerol; e as nucleases, que digerem os ácidos nucléicos (DNA e RNA) em nucleotídeos.

O fígado também ajuda no processo digestivo produzindo a bile, que é armazenada na vesícula biliar e lançada no duodeno através dessa vesícula. A bile contém os sais biliares emulsiona as gorduras e as isola em pequenas gotículas, facilitando a ação da lipase pancreática.

A absorção dos alimentos digeridos ocorre no intestino delgado. As vilosidades de sua parede e microvilosidade das células da sua mucosa aumentam a área de absorção. No tecido conjuntivo das paredes do intestino delgado existem capilares sanguíneos e um capilar linfático. Os lipídeos entram no capilar linfático e os demais nutrientes vão para os capilares sanguíneos.

Os capilares sanguíneos desembocam em vênulas, que formam veias. Estas carregam o sangue de todo o intestino para a veia porta-hepática, que entra no fígado, onde se ramifica em capilares. as células do fígado regulam a quantidade de nutrientes que sairá pela veia supra-hepática para entrar na circulação geral. A glicose, por exemplo, é polimerizada e transformada em glicogênio nas células hepáticas, onde é armazenado. Apenas a quantidade de glicose necessária para manter o organismo é passada para a circulação geral.

O glicerol e os ácidos graxos não passam pelo fígado. Ao serem captados pelo vaso linfático são transportados, juntamente com a linfa, diretamente para a circulação geral. Dentro das células os ácidos graxos e o glicerol se recombinam, originando gorduras que ficam armazenadas, boa parte, nos tecidos adiposos distribuídos pelo corpo.

Após a absorção dos nutrientes, o que resta do bolo alimentar passa para o intestino grosso, onde boa parte da água restante é absorvida. O conteúdo do intestino grosso, formado por alimentos não-digeríveis, células mortas e bactérias, forma as fezes que é acumulada no reto de onde é eliminada pelo ânus.

Após chegar à circulação geral, os nutrientes são distribuídos para cada célula do corpo, que os recebe nas quantidades necessárias para a manutenção da vida.

Além de nutrientes, nosso organismo necessita, para manter-se vivo, de oxigênio. O sistema respiratório é responsável pela captação desse gás atmosférico, fazendo-o entrar nos capilares dos pulmões para ser distribuído, através da circulação geral, para todo o corpo.

O sistema respiratório começa no nariz e na boca, continua pela faringe, laringe, traquéia, brônquios e chega até os pulmões que contém milhões de alvéolos pulmonares do tamanho de uma ponta de alfinete e parede finíssima envolvida por uma rede de capilares sanguíneos. A espessura delgadíssma das paredes dos alvéolos, e a grande área alveolar facilitam a difusão do oxigênio para dentro dos capilares e do dióxido de carbono para fora.

Embora uma pequena parte do oxigênio seja transportada dissolvida no plasma, a maior parte do transporte fica por conta das hemáceas. Cada hemácea contém no seu interior várias moléculas de hemoglobina que conseguem capturar grande quantidade de moléculas de gás oxigênio (cada molécula de hemoglobina é capaz de capturar quatro moléculas de gás oxigênio), formando a oxiemoglobina.

A troca de gases nos tecidos se dá por difusão simples. O oxigênio desprende-se da hemoglobina, atravessa a parede co capilar, dissolvendo-se no líquido intersticial, e passa para dentro das células, graças a sua menor concentração no citoplasma do que nos líquidos externos. O dióxido de carbono segue o caminho inverso, pois sua concentração é maior na célula, com consequência da respiração celular. A maior parte do dióxido de carbono é transportado dissolvido no plasma sanguíneo na forma de bicarbonato.

Mas qual é a função do gás oxigênio? Este gás participa na oxidação de substratos energéticos (carboidratos, proteínas e lipídeos), fornecendo energia ao organismo, que será usada nas atividades metabólicas diárias. Esse processo, que se realiza nas mitocôndrias das células, tem o nome de respiração celular.

Para saber mais detalhes sobre a respiração celular, consulte postagens anteriores nos links abaixo:

http://professornandao.blogspot.com/2008/04/2o-ano-aula-1-respirao-aerbica-processo.html

http://professornandao.blogspot.com/2008/04/ol-alunos-do-2o-ano-como-em-sala-de.html

Um abraço a todos